Demência frontotemporal: O que é a doença que o ator Bruce Willis foi diagnosticado.
- Lilian Mariano

- 6 de mar. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 11 de abr. de 2023

Em 2022 Bruce Willis se aposentou das atuações pois estava tendo dificuldades com a fala, ou também chamado afasia. E em fevereiro de 2023 a família informou a imprensa que o ator foi diagnosticado com demência frontotemporal.
Mas Lilian, o que é isso, que nome feio é esse? Vamos conversar e tentar simplificar tudo isso.
Demência frontotemporal é uma doença neurodegenerativa, ou seja, ela não tem cura e evolui com o tempo. Mas o sintomas devem ser tratados e isso irá ajudar a retardar a progressão da doença. Ocorre no cérebro na região frontal (anterior e imediatamente atras da testa) e temporal (lateral e atrás da orelha). A afasia, ou dificuldades com a fala, pode ser um dos primeiros sinais mais frequentes da doença. E seu inicio ocorre geralmente entre 55 e 65 anos.
Dificuldades com a fala normalmente é um dos primeiros sintomas da doença, mas a alteração da personalidade também é bem característica de demência frontotemporal. Distúrbios na memória ocorre bem menos que na doença de Alzheimer, mas pode estar presente perda de memoria na evolução da doença.
O paciente pode apresentar uma fala mais lenta, perde a capacidade de articular palavras, ou começa a esquecer o significado delas, e passa a usar sinônimos para tentar expressar o que deseja. Tem também dificuldade de entender o que é falado, e com o tempo tem dificuldade de reconhecer rostos e objetos familiares.
Os distúrbios de comportamentos são bem comuns nessa doença, então o paciente passa agir em publico de maneira inapropriada, podem negligenciar higiene pessoal, passa apresentar um comportamento de insensibilidade emocional, e perde o “filtro social”, ou seja, fala em publico algo que ninguém falaria.

Existe um forte fator genético associado com o desenvolvimento da demência frontotemporal. E ela se desenvolve devido ao acumulo de proteínas anormais nos lobos temporais e frontal do cérebro. A depender de onde ocorre esse acumulo no cérebro (frontal ou temporal) pode variar os sintomas da doença. Se ocorrer mais acumulo de proteína e degeneração na parte frontal haverá mais sintomas comportamentais, e se houverem alterações na parte temporal haverá mais sintomas na fala.
A doença infelizmente não tem cura, mas existem controle dos sintomas, portanto, um acompanhamento com equipe neurológica é fundamental nestes casos. A medicação irá auxiliar no controle dos sintomas, e fisioterapia é fundamental para prevenção de imobilidade e preservação da independência dessa pessoa, e a fonoaudiologia tem papel importantíssimo no cuidado e preservação da fala deste doente.




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